14/11/2017

Passagens de ônibus municipais do Rio baixam para R$ 3,40 na quinta-feira

Fonte: O Globo
Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - O presidente do Sindicato das Empresas de Ônibus do Rio (Rio
Ônibus), Cláudio Callak, informou no fim da tarde desta segunda-feira que
as tarifas dos coletivos vão baixar de R$ 3,60 para R$ 3,40 a partir da zero
hora de quinta-feira. A medida cumpre decisão da Justiça e decreto da
prefeitura publicado na edição de hoje do Diário Oficial do Município. A
entidade, no entanto, ainda tenta um recurso suspensivo para manter o
valor atual.
Na quinta-feira passada, a juíza Luciana Losada Lopes, da 13ª Vara de
Fazenda Pública do Rio, concedeu liminar em uma ação movida pelo
Ministério Público. O MP entende que o reajuste concedido pelo exprefeito
Eduardo Paes no fim de 2014 (com validade a partir de 2015) foi
abusivo. Isso porque na fórmula de cálculo incluiu o custo para renovar a
frota com a obrigatoriedade que os novos coletivos sejam equipados com
ar-condicionado. O repasse dessa despesa com a substituição dos ônibus,
no entanto, não era previsto no contrato de concessão.
No fim de semana, o Rio Ônibus entrou com recurso no plantão do
judiciário. Mas a liminar foi negada pelo desembargador de plantão, José
Carlos Paz. O processo está em fase de redistribuição. Em agosto, em
outra ação movida pelo MP, a Justiça já havia determinado que a tarifa
abaixasse de R$ 3,80 para R$ 3,40.
Diante do fato de várias empresas estarem demitindo ou atrasando
salários alegando estarem descapitalizadas, o Sindicato dos Rodoviários
promoveu uma assembleia na tarde desta segunda-feira com a categoria.
Eles decidiram organizar manifestações em vários pontos do Rio no
próximo dia 21 nas quais vão reivindicar que prefeitura e o poder público
cheguem a um acordo sobre as tarifas. No dia 30, está marcada ujma nova
assembleia, quando a categoria vai deliberar se decide ou não entrar em
greve.
RIO ÔNIBUS DIZ QUE EMPREGOS DE RODOVIÁRIOS CORREM RISCO
Mais cedo, o Rio Ônibus, afirmou, em nota, que a nova redução das
tarifas põe em risco os empregos de milhares de rodoviários. Ainda
segundo o sindicato, a decisão foi tomada "sem embasamento técnico", e
ameaça o emprego de 40 mil rodoviários. Ainda no texto, assinado por
Callak, a prefeitura do Rio é acusada de omissão pelo sindicatp.
"O município vem se omitindo diante do colapso do principal sistema de
transporte do Rio. Por isso defendemos que uma auditoria independente,
acompanhada pelos órgãos de controle, indique a tarifa justa para o Rio,
com base em critérios técnicos. O que está em jogo é um setor que
transporta 4 milhões de passageiros por dia", escreveu Callak,
acrescentando que, por se tratar de uma decisão judicial, a redução das
tarifas seria cumprida.