16/11/2017

Intervenção só aconteceria num ‘cenário extremado’, afirma Oi

Fonte: Valor Econômico
Por Rodrigo Carro

RIO - O diretor-presidente da Oi, Marco Schroeder,
afirmou que uma eventual intervenção da Agência Nacional de
Telecomunicações (Anatel) na companhia faz parte de um “cenário
extremado” não coerente com o momento atual da operadora em
recuperação judicial. “Não é um cenário que se possa vislumbrar neste
momento”, disse. Segundo o executivo, esta seria uma possibilidade
plausível apenas no caso de prevalecerem as divergências entre acionistas
e credores.
Segundo o diretor administrativo e financeiro da Oi, Carlos Brandão, a
companhia continua a negociar com partes interessadas no processo de
recuperação judicial na tentativa de encontrar uma solução “que atenda a
todas de forma equilibrada.”
Membro do conselho de administração da Oi, João Vicente Ribeiro está
em Nova York para negociar esta semana com o grupo de credores
conhecido como G6, que apoia o plano de recuperação judicial da
operadora.
Pagamento até R$ 50 mil
Com o adiamento da assembleia geral de credores para 7 de dezembro, a
Oi vai retomar seu programa de acordo com credores, encerrado em 19
de outubro, segundo informou o diretor administrativo e financeiro.
Ao todo, a companhia fechou acordos com cerca de 27 mil credores, num
total de R$ 196 milhões. O programa prevê o pagamento de dívidas até o
teto de R$ 50 mil.
Brandão disse que os efeitos do programa de credores sobre o caixa da
companhia deverão começar a aparecer ainda no quarto trimestre deste
ano.
O caixa da Oi aumentou ao longo do terceiro trimestre e fechou setembro
num patamar de R$ 7,71 bilhões. Esse montante representa um acréscimo
de R$ 2,6 bilhões em relação a junho do ano passado, quando a Oi pediu
recuperação judicial.
China Telecom
Schroeder reafirmou que ainda não existe proposta formal da China
Telecom para entrar no capital da operadora. Em teleconferência de
resultados do terceiro trimestre, o executivo voltou a dizer que já existe
um acordo de confidencialidade assinado com a China Telecom e com o
fundo Texas Pacific Group (TPG). “Não há nenhuma proposta formal,
nenhuma sinalização de que essa transação venha a ocorrer”, frisou.
O diretor-presidente acrescentou que não acredita na apresentação de
qualquer proposta concreta pela China Telecom antes da realização da
assembleia geral de credores marcada para 7 de dezembro, em primeira
convocação.