19/07/2019

STJ divulga 13 entendimentos sobre honorários advocatícios

Fonte: Consultor Jurídico

O Superior Tribunal de Justiça publicou mais 13 entendimentos sobre
honorários advocatícios. Na edição 129 do Jurisprudência em Teses, a
corte destacou duas teses.
Uma delas considera que o parágrafo 8º do artigo 85 do Código de Processo
Civil de 2015 transmite regra excepcional, de aplicação subsidiária, em que
se permite a fixação dos honorários sucumbenciais por critério de equidade
para as hipóteses em que, havendo ou não condenação, o proveito
econômico obtido pelo vencedor seja inestimável ou irrisório; ou o valor da
causa seja muito baixo.
A outra tese estabelece que a majoração da verba honorária sucumbencial
recursal, prevista no artigo 85, parágrafo 11, do CPC/2015, pressupõe a
existência cumulativa dos seguintes requisitos: a) decisão recorrida
publicada a partir de 18/3/2016, data de entrada em vigor do novo CPC; b)
recurso não conhecido integralmente ou não provido, monocraticamente
ou pelo órgão colegiado competente; c) condenação em honorários
advocatícios desde a origem no feito em que interposto o recurso.
Veja as 13 teses sobre honorários advocatícios:
1) Os honorários advocatícios têm natureza alimentar, sendo possível a
penhora de verbas remuneratórias para o seu pagamento.
2) O § 8º do art. 85 do Código de Processo Civil de 2015 transmite regra
excepcional, de aplicação subsidiária, em que se permite a fixação dos
honorários sucumbenciais por critério de equidade, para as hipóteses em
que, havendo ou não condenação: (I) o proveito econômico obtido pelo
vencedor seja inestimável ou irrisório; ou (II) o valor da causa seja muito
baixo.
3) Não é possível a compensação de honorários advocatícios quando a sua
fixação ocorrer na vigência do CPC/2015 — art. 85, § 14.
4) A majoração da verba honorária sucumbencial recursal, prevista no art.
85, § 11, do CPC/2015, pressupõe a existência cumulativa dos seguintes
requisitos: a) decisão recorrida publicada a partir de 18.03.2016, data de
entrada em vigor do novo Código de Processo Civil; b) recurso não
conhecido integralmente ou não provido, monocraticamente ou pelo
órgão colegiado competente; e c) condenação em honorários advocatícios
desde a origem no feito em que interposto o recurso.
5) Quando devida a verba honorária recursal, mas, por omissão, o relator
deixar de aplicá-la em decisão monocrática, poderá o colegiado arbitrála
ex officio, por se tratar de matéria de ordem pública, que independe de
provocação da parte.
6) O recurso interposto pelo vencedor para ampliar a condenação - que
não seja conhecido, rejeitado ou desprovido — não implica honorários de
sucumbência recursal para a parte contrária.
7) Por critério de simetria, não é cabível a condenação da parte vencida ao
pagamento de honorários advocatícios em favor do Ministério Público nos
autos de ação civil pública ou de ação coletiva, salvo comprovada má-fé.
8) São devidos honorários advocatícios nas reclamações julgadas a partir
da vigência do Código de Processo Civil de 2015, quando angularizada a
relação processual.
9) Na hipótese de rejeição da impugnação ao cumprimento de sentença,
não são cabíveis honorários advocatícios. (Súmula n. 519/STJ) (Tese
julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - TEMA 408)
10) São devidos honorários advocatícios no cumprimento de sentença,
haja ou não impugnação, depois de escoado o prazo para pagamento
voluntário, que se inicia após a intimação do advogado da parte executada.
(Súmula n. 517/STJ)
11) Não é possível a modificação do valor de verba honorária fixada em
sentença transitada em julgado, sob pena de ofensa à coisa julgada.
12) São devidos honorários advocatícios sucumbenciais pelo exequente
em virtude do acolhimento total ou parcialmente de exceção de préexecutividade.
13) Em embargos de terceiro, quem deu causa à constrição indevida deve
arcar com os honorários advocatícios. (Súmula n. 303/STJ)