13/03/2018

Greve dos Correios tem pouca adesão

Por Pollyanna Brêtas

Fonte: O Globo

RIO - Os Correios informaram que, até o momento, a greve está
concentrada na área de distribuição, e um levantamento parcial mostra que
87,15% do efetivo total, o que corresponde a 92.212 empregados,
permanecem trabalhando. No estado do Rio de Janeiro, 77% do efetivo não
aderiram à paralisação, o que corresponde a 8.342 empregados. Segundo a
estatal, o número foi apurado por meio de sistema eletrônico de presença.
Até o momento, a empresa diz que todas as agências, inclusive nas regiões
que aderiram ao movimento, estão abertas e todos os serviços estão
disponíveis. A empresa iniciou o “Plano de Continuidade de Negócios”, uma
espécie de plano de contingência, para minimizar os impactos da greve dos
funcionários, iniciada em todo país nesta segunda-feira.
A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e
Telégrafos e Similares (Fentect) informou que ainda não há balanço do
movimento, mas disse que a adesão é maior no setor de entrega, onde
estão concentrado os carteiros.
Entre outras reivindicações, a categoria é contrária a mudanças no plano de
saúde da empresa, com o pagamento de mensalidades pelos funcionários
e a retirada de dependentes dos contratos. “Além disso, o benefício poderá
ser reajustado conforme a idade, chegando a mensalidades acima de R$
900", informou a Fentect, em nota, ressaltando que o salário médio dos
trabalhadores dos Correios é de R$ 1,6 mil.
Já os Correios disseram que a empresa “entende o movimento atual como
injustificado e ilegal, pois não houve descumprimento de qualquer cláusula
do acordo coletivo de trabalho da categoria”. A estatal alega ainda que hoje
os custos do plano de saúde dos trabalhadores representam 10% do
faturamento dos Correios, ou seja, uma despesa da ordem de R$ 1,8 bilhão
ao ano, incluindo o custeio do benefício a empregados, dependentes e
cônjuges, também pais e mães dos titulares. A empresa já ingressou com
pedido de julgamento no TST.
Crise financeira
Os Correios afirmam ainda que “enfrentam uma grave crise financeira,
fruto da queda expressiva do volume de correspondências, objeto de
monopólio, e da falta de investimentos em novos negócios, nos últimos
anos, que garantissem não só a competitividade, mas também a
sustentabilidade da empresa”.