20/09/2018

Empresas mobilizam-se para diminuir tributação de lucros no exterior

Fonte:Tributario.com

As Múltis brasileiras estão se movimentando contra a alta tributação de
lucros no exterior. Como uma das medidas para pressionar a baixa da
tributação, será apresentada aos órgãos governamentais uma pesquisa do
FET/CNI.
Segundo a pesquisa, as múltis brasileiras inovam mais que estrangeiras e
indústrias nacionais. Tal cenário pode ser explicado devido ao fato de terem
filiais “num ecossistema diferente, enfrentando concorrentes locais, o que
as obriga a serem competitivas naquele ambiente”, diz Fabrizio Panzini,
gerente de Negociações Internacionais da CNI e responsável pelo estudo.
Mesmo que o desenvolvimento seja feito pela filial, muitas vezes um grupo
estrangeiro adquirido pela brasileira já com know-how, “os ganhos dos
conhecimentos adquiridos também são trazidos para o Brasil”, acrescenta.
Neste cenário, as empresas locais que investem fora do Brasil recolhem
34% de Imposto de Renda (IR) sobre os lucros, descontando-se o porcentual
pago no país onde estão instaladas. Por exemplo, os EUA cobram de 21%
de IR de Pessoas Jurídicas. Repatriando ou não os ganhos, a empresa tem
de recolher mais 13% no Brasil.
Embora a maioria dos setores tenha conseguido um crédito presumido de
9% — o que reduz essa tarifa para 4%, mas o desconto não vale se a taxa
do país for abaixo de 20%, casos do Reino Unido e outros 20 países — tal
benefício acabará em 2022.
Por este motivo as múltis brasileiras se mobilizam para tentar evitar que o
benefício chegue ao fim. A urgência na mobilização ocorre porque muitas
delas aguardam essa decisão para programar os investimentos que serão
feitos a partir desse prazo.
Segundo o presidente do Fórum de Empresas Transnacionais (FET), Dan
Ioschpe: “A média do tributo cobrado pelos países da OCDE é de 23%, e a
maioria dos países caminha para reduzir essas alíquotas para menos de 20%
enquanto no Brasil as empresas são penalizadas”.(Com informações do
Estadão).